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Novela–Não é mais como antigamente


“Os livros Sabrina estão mais interessantes.”

O favoritismo é um mal que afeta profundamente qualquer sinal de criatividade, ele pressiona, desnorteia e destrói qualquer sinal de interesse: Seja no cinema, livro, teatro e principalmente novela. Qualquer obra só é boa quando respeita o tempo de criatividade de cada criador, isso significa que se você der um determinado tempo para que um artista crie, ele vai criar uma grande porcaria. A liberdade é e sempre foi a alma de uma grande criação, eu por assim dizer tenho inúmeras criações inacabadas por que tenho que dar tempo para as ideias e personagens fluírem livremente.
Dá para notar que isto não ocorre nos escritores de novelas brasileiras, não nos dias de hoje. Qualquer semelhança com a novela anterior não é mera coincidência, afinal são “cães velhos” usando truques mais velhos ainda… A obviedade de cada capítulo me estagna, sem falar no humor nada humorado e nas histórias nadas enredadas.
A descrição da novela em si está em ter vários núcleos, querendo ou não, interligados. E é claro, o núcleo principal se destacar dos demais, este conceito se perdeu em algum lugar no passado. Os personagens são, deveras, chatos, irreais e tão surpreendentes quando a tampa de pasta de dente sempre querer cair no ralo da pia. Os bons atores parece se impregnar com os maus ou iniciantes, como quando você vai fazer um curso com pessoas mais novas e começa a agir de jeito infantil que nem eles. Me causa arrepios quando universitários discutem a novela como se fosse matéria de prova.
Será que é tão difícil assim procurar ideias novas, falas novas, personagens novos? Deus! As ideias estão oferecidas na rua, em casa, na escola… Em qualquer lugar, não é tão difícil assim! Agora é a vez da tensão, impedindo que as pessoas durmam enquanto os atores gritam até perder a voz em cenas nada racionais. Até os romances policiais de Sabrina e esses livrinhos frufruzinho estão conseguindo ter mais sentido. Consigo me sentir mais interessada num livrinho curto e com um final igual: Como a mocinha feliz com o mocinho regenerado, e claro! Gravida. Do que acompanhar todos os dias, de segunda a sábado, uma novela de desfecho fraco e quase ofensivo a nossa inteligência.
Como Hollywood que agora nos enfia goela baixo remeikes nada comparados com o original, ai estamos nós, brasileiros, esperando outra novela mais copiada do que trabalho de segundo grau, com gírias em excesso que quase nós põem a se perguntar o que é que estamos assistindo. Sinceramente, enquanto há a pressão dos mesmos escritores de novela, para fazer a mesma coisa que antes, há escritores transbordando de ideias extraordinárias e que não tem a mínima chance com a cabeça oca de certos manda-chuvas que pensam em torcer até tirar a última gota.
Mas do que eu estou falando, não é mesmo? O Brasil sempre foi assim.

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